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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Opinião: Revista PC Magazine suspende edição impressa

Por Diego Luis

O site iEco, do jornal argentino Clarin, divulgou uma notícia, no último dia 20 de novembro, anunciando o fim das publicações impressas da revista norte-americana especializada em informática PC Magazine. De acordo com Ziff Davis, diretor executiva da revista, este é o passo final de um processo evolutivo que já vem sendo planejado há sete anos. O motivo da suspensão da edição impressa seria devido à redução de publicidade nas revistas.

A revista PC Magazine, lançada em 1982, é uma das revistas mais tradicionais do segmento de tecnologia A última edição impressa da revista será publicada em janeiro de 2009. Depois disto, estará disponível somente pelo site www.pcmag.com.

A PC Magazine é a mais recente de uma lista cada vez maior de publicações que têm anunciado o fim de suas edições impressas nos Estados Unidos, devido à queda de circulação e publicidades. No mês passado, a US News & World Report, que chegou a ser a terceira maior revista de informação geral, atrás somente da Time e da Newsweek, anunciou que passaria a ser publicada só na rede virtual.

Seria o início do processo de extinção das publicações impressas nos Estados Unidos? A convergência das mídias e o avanço das tecnologias já têm há algum tempo aberto discussões sobre o tema. Contudo, muitos desacreditam na possibilidade de fim de publicações impressas. No entanto, estes fatos aqui apresentados podem evidenciar a crise que pode sim resultar, ainda que a longo prazo, no fim das edições de papel das revistas.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Opinião: Falso jornal anuncia fim da guerra no Iraque

Imagem: Associated Press


Por Diego Luis

A cidade norte-americana de Nova Iorque foi surpreendida hoje, dia 13 de novembro, com a notícia de que a Guerra do Iraque teria chegado ao fim. A manchete estampava a primeira página do mundialmente conhecido jornal The New York Times. No entanto, o que eles não sabiam era que a edição era falsa.

Um grupo de ativistas contrários ao governo de George W. Bush distribuíram uma edição de 1,2 milhões de exemplares idêntico ao original jornal The New York Times. Os jornais foram distribuídos aos arredores da Times Square e poucas pessoas perceberam que o jornal não passava de uma farsa.

A notícia sobre o jornal fake foi publicada no periódico argentino Clarín, que revelou ainda uma outra notícia bombástica da versão falsificada do NY Times: Bush seria julgado por crimes de alta traição. Segundo o Clarín, o falso jornal teria 14 páginas e seria datado de 4 de julho de 2009. Além das matérias sobre Bush e a Guerra do Iraque, o falso periódico ainda trouxe a manchete "Nacionalização do petróleo financia esforços contra mudanças climáticas".

O grupo ativista "The Yes Men" revelou que essas seriam as notícias que eles realmente gostariam de ler nas páginas do jornal. No prédio-sede da versão original do New York Times, todos evitaram comentar a respeito do ocorrido. O The Yes Men disse que trabalhou cerca de seis meses na edição e contou com a ajuda de pessoas de dentro e de fora da cidade.

Ora, perder cerca de seis meses em um trabalho desses deve justificar um ideal realmente motivador. A obra certamente demandou o uso de dinheiro, que saiu do bolso de voluntários provavelmente com os mesmos pontos de vista. Não consta que os responsáveis tenham sofrido qualquer tipo de repreensão. Mas onde fica a responsabilidade por terem utilizado o nome de um jornal tradicional no local?

A publicação trouxe notícias bombásticas que não afetariam diretamente o modo de vida da maioria das pessoas inicialmente. Contudo, o jornal poderia ter trazido matérias de iminentes tragédias que poderiam ter deixado a população em pânico, e ainda utilizando o nome do The New York Times.

Não domino as bases jurídicas, mas poderia afirmar com alguma certeza que o NY Times poderia processar o grupo por danos morais, talves pelo fato de noticiarem fatos mentirosos utilizando o nome do jornal, o que pode trazer certa jocosidade a respeito do ocorrido.

Até onde vai a liberdade de expressão das pessoas? Quais os limites da responsabilidade de alguém que divulga fatos em veículos de massa, ainda que não-oficiais? O grupo The Yes Men merece alguma punição? Em algum momento a ética foi deixada de lado? Confesso que o fato me deixou com essas "pulgas atrás da orelha". E vocês? O que acham?

Opinião: Obama X McCain - A disputa pela Casa Branca e pela atenção mundial


Por Diego Luis

É impressionante a repercussão das campanhas eleitorais dos Estados Unidos em todo o mundo. Na agência de notícias em que trabalho, faço ronda em cerca de 70 sites diariamente em busca de matérias segmentadas para o setor de energia elétrica, público-alvo da empresa. No entanto, em todos os principais sites de notícias da web as notícias referentes à disputa pela Casa Branca ocupam o ponto mais destacado da página.


O Jornal da Globo de ontem, 29 de outubro, exibiu tantas reportagens de cobertura dessas campanhas, que foram ocupados dois blocos com o assunto. Eu entendo que o tema realmente tenha uma relevância mundial pela obviedade do destaque dos Estados Unidos em relação a outros países. Só não poderia afirmar que a sua importância seja suficiente para "sufocar" o conteúdo nacional. Será que não havia nada mais para ser noticiado? Certamente, sim.


Os espectadores da Globo News, canal do Grupo Globo de Comunicação voltado exclusivamente para conteúdo jornalístico, podem comprovar que conteúdos não faltam. É fato também que o público do Jornal da Globo não é o mesmo dos jornais da manhã. Será que eleições presidenciais dos Estados Unidos era tudo que o espectador precisava saber ontem através do Jornal da Globo? A série especial de reportagens Americanos seria mais importante do que uma série chamada Brasileiros, especialmente na atual situação crítica que a nossa nação tem passado?


Não quero aqui questionar levianamente a qualidade do jornalismo da Rede Globo. Isto é inquestionável. Mas o episódio de ontem à noite realmente me levou a refletir no porquê da escolha de um conteúdo distante em detrimento dos nacionais. As influências diretas ou indiretas da eleição do novo presidente estadunidense são tão vitais que justifiquem a importância de ocupar dois blocos de um telejornal com este assunto?


De qualquer forma, a espetacularização dos acontecimentos também têm tomado papel paralelo na mídia mundial. Tal espetacularização já se tornou notícia representada por bonecos dos candidatos, discussões religiosas, e alguns outros assuntos secundários.


Temo que os meios de comunicação estejam direcionando a visão da nação para o lado de fora. Talvez olhar para lá nos impeça de olhar para as imundícies de cá. Ou mitiguem as dores de assistir aos sangrentos acontecimentos, especialmente na região Sudeste (Casos Eloá, Isabela, etc..). A esperança do Tio Sam estaria atravessando as trasmissões mundiais e chegando ao desestímulo tupiniquim?


Não sei bem. Mas espero que o povo não comece a fantasiar o externo como utopia alcançável a curto prazo a ponto de esquecerem dos pequenos pontos internos do país que precisam ainda ser consertados antes das preocupações com assuntos conseqüentes.